À primeira vista,
menino sem rosto.
Mais um rosto numa multidão
de faces desconhecidas.
Horas se tornando dias,
desconhecidos se tornando mehores amigos
Ruas se tornando caminhos
e, numa mágica divina,
um lugar sem vida sendo iluminado
Vidas sendo tranformadas
Novos destinos pouco a pouco traçados.
No meio do sonho
Então vi o brilho no olhar,
senti o carinho no toque,
ouvi a paixão no falar.
Relutante, por um momento pensei
que era muito sonho,
apenas dias bonitos
Apenas uma mente fértil
viajando numa direção
contrária à realidade.
E reparando melhor,
era o rosto que me olhava na foto;
a voz que sabia meu nome,
mesmo sem nunca ter me chamado
Evidências disfarçadas de coincidências.
À segunda vista,
o rosto que não saía mais dos sonhos,
o que eu procurava em todos os outros.
O menino do rosto que saiu da multidão
para habitar até o para sempre
em todos os pensamentos,
em todos os sonhos,
a cada noite desde então.
(Fernanda Maria)

sábado, 27 de setembro de 2008
Amor à segunda vista
Assinar:
Postar comentários (Atom)








0 comentários:
Postar um comentário
"Ai, palavras... Ai, palavras... que estranha potência, a vossa! Todo sentido da vida principia à vossa porta!" (Cecília Meireles)