Projeto Barnabé - Uma revisão...
Nem se eu pudesse usar todas as palavras do mundo - sem exageros - eu conseguiria expressar com elas todas as emoções e sentimentos que eu vivi durante esses doces 15 dias. Mas posso, quem sabe, deixar aqui o gostinho do que é simplesmente SERVIR.
Pra começar, preciso dizer que senti na pele o que é ser o sal da terra. Aprendi na prática o que é se esvaziar totalmente de si mesmo e se deixar nas mãos de Deus, pra que Ele faça com você o que quiser. Pra que Ele leve seus passos pra lugares onde você nunca imaginou estar. E ao chegar nesses lugares, ser recebida com palavras que confirmam que você estava sendo esperada. (Mas como, se você nunca antes viu tais pessoas? Se nunca falou com elas e nem sabia o que elas estavam fazendo?) Mas Deus as conhecia.
Meu roteiro começou com uma pequena viagem até Juiz de Fora. Sim, pequena, comparada com a próxima viagem, a ser feita dali a algumas horas. E, apreciando o caminho, recordando a serra que me levou até Ouro Preto um dia, jamais poderia imaginar que essa seria a primeira das muitas vezes que eu frequentaria os ônibus da Útil.
"Da multidão dos que creram, era só um o coração e a alma,
uma somente, uma semente...
Somente uma esperança brotando dentro da gente
Nosso era o pão cada dia,
nosso era o vinho, santa folia!
O que se parte, reparte a própria vida...
Galho ligado à parreira, vida em comum verdadeira
Sempre grande poder, curas, milagres de Deus
Sempre proclamação: Cristo, o Senhor, ressurgiu!
Da multidão dos que creram era só um o coração e a alma
Muita alegria, singela a vida
Na simpatia de todos, nasce a igreja de novo
Povo de Deus, sal e luz pra todos os povos!"
(Unidade e Diversidade - Vencedores por Cristo)
Mais fotos e informações sobre essa missão em: Projeto Barnabé - álbum
Nem se eu pudesse usar todas as palavras do mundo - sem exageros - eu conseguiria expressar com elas todas as emoções e sentimentos que eu vivi durante esses doces 15 dias. Mas posso, quem sabe, deixar aqui o gostinho do que é simplesmente SERVIR.
Pra começar, preciso dizer que senti na pele o que é ser o sal da terra. Aprendi na prática o que é se esvaziar totalmente de si mesmo e se deixar nas mãos de Deus, pra que Ele faça com você o que quiser. Pra que Ele leve seus passos pra lugares onde você nunca imaginou estar. E ao chegar nesses lugares, ser recebida com palavras que confirmam que você estava sendo esperada. (Mas como, se você nunca antes viu tais pessoas? Se nunca falou com elas e nem sabia o que elas estavam fazendo?) Mas Deus as conhecia.
Meu roteiro começou com uma pequena viagem até Juiz de Fora. Sim, pequena, comparada com a próxima viagem, a ser feita dali a algumas horas. E, apreciando o caminho, recordando a serra que me levou até Ouro Preto um dia, jamais poderia imaginar que essa seria a primeira das muitas vezes que eu frequentaria os ônibus da Útil.
Nos primeiros minutos, já fui me adaptando aos que seriam meus companheiros na aventura. Os que se tornariam meus melhores amigos pelos próximos 15 dias. Entre as apresentações, primeiros contatos e conversas, "no céu, uma estrela então brilhou...", mas isso é assunto para um outro post.
Depois de quase 24 horas, muitas rodadas de "a cidade dorme", alguns DVDs e a expectativa do almoço que não veio, chegamos ao nosso querido destino.
Recebidos com uma festa pra lá de caipira, um arraiá digno de "sertão" mesmo, com direito a fogueira, berrante, muitas espigas de milho e até "quentão gospel", bastou um cachorro quente e bolo de fubá pra esquecermos o quanto estávamos exaustos e dançarmos forró (ou louvor rural), dança das cadeiras e subir no pau de sebo.
Mas ao chegarmos no aconchego dos lares das pessoas que por uma noite seriam "nossas famílias", como pedras, só acordamos na manhã seguinte. E com disposição total pra usar toda criatividade possível numa gincana bíblica e pra correr pelas dependências da igreja numa agitada "caça ao tesouro".
E o resto do dia passou assim, entre visitas e música, com toda serenidade daquela cidadezinha que transmite tanta calma em seus ares. Mas tudo isso foi só a introdução. E não se parecia nem um pouco com as batalhas que sabíamos que nos aguardavam na cidade ao lado. E como guerreiros destemidos, cheios da certeza da vitória de Deus, que estava ao nosso lado, partimos para lá.
Fomos mapear o campo de batalha, caminhando em silêncio, os verdinhos, por toda a Vera Cruz do Oeste.
E então, na mesma tarde, nossa guerra começou. E de casa em casa, de vida em vida, entre erros iniciais e acertos do Espírito Santo, uma nova Vera Cruz começava a nascer.
"Diariamente, perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos" (Atos 2. 46 e 47)
Todas as noites, aquele espaço diminuía, enquanto o número de pessoas atraídas a ele crescia vigorosamente.
E eu, deslumbrada ao ver todo dia o poder de Deus tão de perto, tão real, e fascinada por estar fazendo parte dessa obra Dele, não poderia nem imaginar que o que Ele iria fazer estava apenas começando. E mais, Ele não faria mudanças e milagres apenas naquelas vidas que fomos ali alcançar. Mal podíamos ver que os maiores milagres Ele estava operando em nós mesmos.
E aí, a gente começa a aprender o que é, de fato, ser útil. Esquecer seus pequenos problemas pra consolar corações feridos, para ministrar cura em casos sem solução, para levar libertação e dizer que há ainda esperança. E dia após dia, crianças descobrem que têm em Jesus um grande amigo, mães percebem que Ele é a solução para seus filhos perdidos. Jovens se perdendo em meio às trevas das drogas e da prostituição começam a notar que Alguém pode preencher todo o seu vazio.
E então, você tem a oportunidade de se dar, de servir. Você faz a unha e alisa o cabelo de mulheres que nunca fizeram isso na vida. Você acompanha o atendimento médico de quem não sabe mais o que fazer. Mais bonito ainda, você acompanha o atendimento do Médico que vai curar a alma daquelas pessoas.
Deus te manda na casa de alguém que pediu, há uma semana atrás, que recebesse um sinal de que poderia voltar a igreja, pois o marido alcóolatra a proibia.
Depois de andar por 14 kilômetros, você chega num paraíso no meio do campo, onde você encontra uma família que chora a morte recente de um filho. Uma mãe que pedia a Deus pra mostrar o Seu amor e compaixão pra com eles. E você é a resposta de Deus, mesmo sem saber. Ao ouvir "vocês fizeram a diferença na nossa vida", vai tomando lugar a sensação de missão cumprida.
Enquanto isso, uma família ia nascendo. Irmãos que estariam para sempre juntos, mesmo quando aqueles 15 dias acabassem. Irmãos unidos com laços espirituais que durariam por toda a sua vida. Os irmãos que enxugaram suas lágrimas quando você quis desistir. Que fizeram as orações quando você não tinha mais forças, sem poder resistir às pressões malignas que queriam impedir o projeto de ir a frente. Os irmãos que se importaram, que te deram conselhos queridos, que se alegraram com sua vitória, que suspiraram por seus sonhos, que adoçaram com mimos o dia do seu aniversário, e você não se sentiu passando-o sozinha numa cidade estranha, pois você não estava entre desconhecidos.
Tantas histórias eu poderia contar... Tantos feitos e maravilhas. Quantas vitórias? Quantas palavras Dele, lidas em um momento e vividas, presenciadas, sentidas, no momento a seguir...
Como é bom saber que voltei de lá transformada, quando o objetivo inicial era transformar. O Projeto Barnabé, indiscutivelmente, dividiu as águas da minha vida. Moveu águas que eu nem esperava que seriam mexidas... Quem quer que tenha dito isso, tinha razão, "você não volta igual de um projeto missionário".
E o que me faz feliz, mesmo estando de volta "ao mundo real" (esse um pouco mais complicado, barulhento e poluído - em todos os sentidos) é saber que os frutos irão comigo por toda a minha existência. Os frutos, os presentes, as pessoas...
E o que inquieta, é que ainda há tanto pra fazer... Tanto por aqui, tanto por tantos lugares...
Por isso, clamamos ao Senhor da Seara, que mande trabalhadores para Sua Seara!
"Da multidão dos que creram, era só um o coração e a alma,uma somente, uma semente...
Somente uma esperança brotando dentro da gente
Nosso era o pão cada dia,
nosso era o vinho, santa folia!
O que se parte, reparte a própria vida...
Galho ligado à parreira, vida em comum verdadeira
Sempre grande poder, curas, milagres de Deus
Sempre proclamação: Cristo, o Senhor, ressurgiu!
Da multidão dos que creram era só um o coração e a alma
Muita alegria, singela a vida
Na simpatia de todos, nasce a igreja de novo
Povo de Deus, sal e luz pra todos os povos!"
(Unidade e Diversidade - Vencedores por Cristo)
Mais fotos e informações sobre essa missão em: Projeto Barnabé - álbum









