E então,
como fazer para que meus pequenos versos,
tão carinhosamente escritos,
mudem seu coração?
Como adivinhar
quais são os atos e palavras
que acenderiam a sua paixão?
Mas meus versos,
sempre sem lógica, sem métrica e rima
nunca são o bastante pra te convencer
Pra te dar o amor que sinto
e que insistes em não receber
Meus versos, o que são?
São pedaços do seu sorriso
São espelho do teu olhar,
que no meu ficou refletido
Um verso
É meu grito de saudade
É a vã tentativa de deixar escrito
aquilo que sempre soubeste
sem nunca precisar de palavras
Aquilo que perfeitamente decifraste
E definiste como uma monografia
Dentro dos meus olhos calados
Meus versos
São soluços do meu choro de toda madrugada
derramado por este grande amor em forma de poema
e em que já não acreditas
Meus versos
são os pedaços que restaram do meu coração,
partido em uma grande explosão
Explosão do amor que, de tão grande, não coube no peito
E voa agora em todas as direções
Fragmentos de coração explodido
são meus versos
Estes que, sem querer, agora te atingem
Meus versos
são aqueles que não conseguiram tocar seu coração
Mas, mesmo não desejados,
eles insistem em nascer
E teimam em sair das minhas mãos
e chegar aos seus olhos
Com ares de resposta
Cheios, porém, de perguntas
Disfarçados de silêncio e dor
Repletos, porém, de paixão e saudade
Que não sabem calar
Nem se afastar
Porque não sabem esquecer
Fernanda Maria
P.S.: "Ainda lembro que eu estava lendo, só pra saber o que você achou dos versos que eu fiz e ainda espero resposta..."
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Versos em explosão
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"Ai, palavras... Ai, palavras... que estranha potência, a vossa! Todo sentido da vida principia à vossa porta!" (Cecília Meireles)