Onde está, oh morte, a tua vitória?
Tu, com teu potencial de em muitos provocares pavor
Tu, com tua aparência de forte cavaleira invencível
Estás presente em todo o universo
e não há quem de ti escape
És fonte de dúvidas em todas as mentes
Implacável em todas as espécies
Assunto de estudos há muitos séculos
Inspiração de teorias em todas as ciências
Fim da vida?
Domínio imbatível?
És a única força que o homem, brincando de Deus,
ainda não pôde combater
Curiosidade não há quem não tenha
Mas todos evitam pensar em ti
pois o que depois de ti acontece
é o que mais obscuro ainda permanece
Era pra seres natural a nós,
visto que és a única certeza que nos espera
Destino certo de toda jornada
Mas és o que traz medo
Não fomos criados pra ti
Forte é apenas rima para o teu nome
Final és apenas para os que assim desejam
Teu poder é falso,
só amedronta os desavisados
Houve um mais forte
que te venceu
pela força do amor
(De fato, primo da morte,
e da morte vencedor...)
Aquele que conseguiu ressuscitar
a vitória da vida sobre ti
Tragada foste, oh morte, pela vitória
No teu lugar, aqueles que O querem
recebem uma vida
(outra vida,
e que vida!...
Nova vida!)
Estes, que não te temem
Estes, que até mesmo se alegram ao te receber
Sabem que estarão seguros
Ao invés de seres final,
para estes és início.
(Fernanda Maria)
- Citações: I Coríntios 15.54-55; As sem-razões do amor - Carlos Drummond de Andrade; Expressão de louvor - Grupo Logos -
terça-feira, 31 de março de 2009
Ensaio sobre a morte
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"Ai, palavras... Ai, palavras... que estranha potência, a vossa! Todo sentido da vida principia à vossa porta!" (Cecília Meireles)