"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar."
"É, eu me acostumo mas não amanso. Por Deus! Eu me dou melhor com os bichos do que com gente. Quando vejo meu cavalo livre e solto no pasto, tenho vontade de encostar meu rosto no seu vigoroso e aveludado pescoço e contar-lhe minha vida. E quando acaricio a cabeça do meu cão, sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique."
"Mas sou caleidoscópica. Fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui, caleidoscopicamente, registro."
"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
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"Ai, palavras... Ai, palavras... que estranha potência, a vossa! Todo sentido da vida principia à vossa porta!" (Cecília Meireles)