"Um dia acordarás num quarto novo, sem saber como foste para lá.
E as vestes que acharás ao pé do leito,
de tão estranhas te farão pasmar...
A janela abrirás, devagarinho:
Fará nevoeiro e tu nada verás…
Hás de tocar, a medo, a campainha
e, silenciosa, a porta se abrirá.
E um ser, que nunca viste,
em um sorriso triste,
te abraçará com seu maior carinho
e há de dizer-te, para teu assombro:
- Não te assustes de mim, que sofro a tanto!
Quero chorar - apenas - no teu ombro
e devorar teus olhos, meu amor…"
(Mário Quintana)
que todo dia agora
acordo nesse quarto novo...
Mesmo sabendo que a estrada pra chegar até ele
foi longa e complicada.









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"Ai, palavras... Ai, palavras... que estranha potência, a vossa! Todo sentido da vida principia à vossa porta!" (Cecília Meireles)