Durante a semana passada inteira, estive pensando nessa palavra - para mim, uma das mais bonitas que já ouvi. Assim mesmo, sem tradução, no idioma que sempre encantou meus ouvidos.
Hoje, para dar início as minhas tão almejadas (e arduamente conquistadas) férias, fui escolher o livro que me acompanharia durante as mesmas.
Para tanto, recorri a minha biblioteca particular, herdada com orgulho por mim, da minha madrinha.
Claro, meus olhos pousaram imediatamente sobre os livros da Danielle Steel, nos quais tantas vezes li minha própria existência, vi descritos sentimentos que tanto se misturavam aos meus, passeei por cenários tão bem adaptados às cenas da minha vida.
Aleatoriamente, minha mão parou sobre o livro de capa azul. Era um azul bem forte, bem vivo. "Meio amargo".
Ao abrí-lo, a dedicatória:
"Para Tom,
no acre e
no doce."
"Para Tom,
no acre e
no doce."
Mesmo depois das duas indiretas (a do título e a da dedicatória), minha mente ainda não tinha entendido a mensagem.
Até que meus olhos chegaram na contra capa: "Título original norte-americano: BITTERSWEET".
Ainda surpreendida com a curiosa coincidência, fui até a página que precede o primeiro capítulo. E nela, tive total certeza da sintonia que sempre existiu e sempre existirá entre eu, esses livros e a minha madrinha.
Depois de passar pelos últimos dias totalmente apreensiva e assustada, encontro essas palavras escritas no meio dessa sintonia (que atravessou mundos, épocas e línguas):
"Bittersweet memories... that is all I'm taking with me..."
(I will always love you - Whitney Houston)
"Nunca se conforme com menos do que seus sonhos.
Em algum lugar, em algum tempo, algum dia, de alguma
forma, você irá encontrá-los"
"Bittersweet memories... that is all I'm taking with me..."(I will always love you - Whitney Houston)









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"Ai, palavras... Ai, palavras... que estranha potência, a vossa! Todo sentido da vida principia à vossa porta!" (Cecília Meireles)