"There's a girl in my mirror
I wonder who she is
Sometimes I think I know her
Sometimes I really wish I did
There's a story in her eyes
lullabies and goodbyes
When she's looking back at me
I can tell her heart is broken easily...
'Cause the girl in my mirror
is crying tonight
and there's nothing I can tell her
to make her feel alright
The girl in my mirror
is crying 'cause of you
and I wish there was something
something I could do
is crying 'cause of you
and I wish there was something
something I could do
Se eu pudesse, falaria, ou melhor, escreveria, escreveria, escreveria... Até fazer essa garota com canções de ninar e despedidas nos olhos parar de embaçá-los com tantas lágrimas, porque até ela mesma desconhece o motivo pro choro ter surgido tão repentinamente ao se dar conta da sua ausência. Aliás, ela sabe o motivo e se assusta com ele.The pain that she's feeling
the sense of loneliness will fadeSo dry your tears and rest assuredLove will find you like beforebut when she's looking back at me
I know nothing really works that easily... "
Mas você sabe o endereço do blog, embora eu não acredite que você apareça muito por aqui. E é o único que não pode saber que "você" é exatamente o motivo, o assunto, a dor, a paixão inesperada, indesejada e inevitável, a ansiedade, o sonho, todas as músicas, todos os sorrisos, a gargalhada, a espera que cansa, mas que por você posso agüentar.
Você é o único que não pode ouvir nada disso. Porque você tem o que eu sempre procurei; o que eu nunca encontrei em nenhum outro olhar; o que eu nunca senti ao beijar nenhum outro sorriso antes do seu. Porque dentro dos seus olhos está o meu espelho. Eu ouço a minha história quando você me conta a sua. E a cada vez que a gente encaixa nossas mãos, é como se a minha vida se encaixasse perfeitamente na sua.
Se você quisesse, eu te incluiria como personagem da minha história. Você seria o príncipe encantado, aquele que eu achava que não existia na vida real, até você me beijar de surpresa. Mas você não quer saber de nada disso. E essa espera por você é, ao mesmo tempo, tão suave e tão desesperadora. Eu aguardo você voltar do seu passado e se dar conta do presente que arde bem a sua frente, e que quer te dar um futuro feliz, bem diferente da solidão que você carrega ao se prender aos seus yesterdays.
Eu sei que você não me autorizou a sentir nada disso. Você não me deu nenhum sinal de esperança. Não posso te culpar por toda essa tristeza. A culpa é toda minha e eu assumo. Culpa gostosa de se assumir, de gritar aos quatro ventos, de escrever na areia da praia, de publicar na internet, que foi inevitável me entregar a sua doçura, ao seu encanto e a essa sensação que até então eu não conhecia.
"... e sem contar os dias que me faz morrer, sem saber de ti, jogada à solidão... Mas se quer saber se eu quero outra vida? Não, não... Eu quero mesmo é viver pra esperar, esperar você."
E eu me obrigo a parar de escrever aqui, não que o que eu tenha pra te falar seja tão pouco. Você me diz saber que há algo escrito em meus olhos, uma monografia, e quando você me pede pra falar o que é e eu me calo, suponho que você pense que é porque não tenho nada a dizer. É exatamente o contrário, me calo por ter um infinito de palavras, emoções e sentimentos pra te entregar. Mas você não pode e nem quer saber. E, infelizmente, você disse que ficou viciado nesse blog, apesar de eu não acreditar mais em você.
*É o título de um filme, que eu não assisti e portanto, não sei se é bom. Mas é um título bem adequado a essa postagem.
-Citações: Girl in the mirror/Britney Spears; Eu te devoro/Djavan-








0 comentários:
Postar um comentário
"Ai, palavras... Ai, palavras... que estranha potência, a vossa! Todo sentido da vida principia à vossa porta!" (Cecília Meireles)