"Quando eu te vejo e me desvio cauto
da luz de fogo que te cerca, oh bela
Contigo dizes, suspirando amores:
- 'Meu Deus! Que gelo, que frieza aquela!'
Como te enganas! Meu amor é chama
que se alimenta no voraz segredo
E se de ti fujo é que te adoro louco
És bela, eu - moço; tens amor, eu - medo...
Tenho medo de mim, de ti, de tudo
Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes
Das folhas secas, do chorar das fontes
Das horas longas a correr velozes
(...)
Oh! Não me chames coração de gelo!
Bem vês: traí-me no fatal segredo
Se de ti fujo é que te adoro e muito!
És bela, eu - moço; tens amor, eu - medo..."
(Casimiro de Abreu)
P.S.: De vez em quando é bom mentir pro coração...
da luz de fogo que te cerca, oh bela
Contigo dizes, suspirando amores:
- 'Meu Deus! Que gelo, que frieza aquela!'
Como te enganas! Meu amor é chama
que se alimenta no voraz segredo
E se de ti fujo é que te adoro louco
És bela, eu - moço; tens amor, eu - medo...
Tenho medo de mim, de ti, de tudo
Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes
Das folhas secas, do chorar das fontes
Das horas longas a correr velozes
(...)
Oh! Não me chames coração de gelo!
Bem vês: traí-me no fatal segredo
Se de ti fujo é que te adoro e muito!
És bela, eu - moço; tens amor, eu - medo..."
(Casimiro de Abreu)
P.S.: De vez em quando é bom mentir pro coração...








0 comentários:
Postar um comentário
"Ai, palavras... Ai, palavras... que estranha potência, a vossa! Todo sentido da vida principia à vossa porta!" (Cecília Meireles)