"Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente,
e não a gente a ele."
(Mário Quintana)

"Eu pensei em dizer tanta coisa, mas pra quê se eu tenho a música?..." (Ricardo Feghali)

"Falar é complicado, quero uma canção..." (Rogério Flausino)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Duas almas bem gêmeas

"Simpatia - é o sentimento
que nasce num só momento,
sincero, no coração;
São dois olhares acesos
bem juntos, unidos, presos
numa mágica atração.

Simpatia - são dois galhos
banhados de bons orvalhos
nas
mangueiras do jardim;

Bem longe às vezes nascidos,
mas que se juntam crescidos
e que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
que riem no mesmo riso,
que choram nos mesmos ais;

são vozes de dois amantes,
duas liras semelhantes,
ou dois poemas iguais.

Simpatia - meu anjinho,
é o canto do passarinho,
é o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'Agosto,
é o que m'inspira teu rosto...
Simpatia - é quase amor!"


(Casimiro de Abreu)

Foi assim... Arredondando os desencontros, 17 anos... 17 anos de encontros espaçados e desencontrados... 17 anos sem sequer perceber como duas vidas puderam ser tão iguais, mesmo tão distantes... 17 anos vivendo as mesmas situações, sofrendo pelos mesmos problemas, partilhando das mesmas opiniões, dos mesmos gostos, sorrindo pelas mesmas alegrias, sonhando os mesmos sonhos, ouvindo as mesmas músicas... Mas cada um de lado, e bem longe um do outro...
Mas duas vidas tão ligadas, duas metades da mesma cara, dois caminhos tão estritamente paralelos não podiam deixar de se cruzar mais cedo ou mais tarde... Foi preciso que um outro casal de irmãos aí resolvesse se separar, pra que esses irmãos daqui resolvessem ir juntos assistir os últimos momentos antes da tal separação... Coincidências à parte, também foi depois de 17 anos que eles tomaram a decisão... E aí, acho que cada letra de cada música que tocava se encaixava tão perfeitamente bem em tudo que os dois viveram, cada um no seu canto, que não teve jeito, e os quatro destinos se encontraram de uma vez...
Os dois irmãos que estavam se despedindo cantaram a história, e os dois irmãos que estavam ouvindo, agora estão vivendo a história... E juntos, dessa vez, pra sempre.
E agora não tem volta... Ele é meu "meio-irmão" que na verdade é meu irmão gêmeo, só que nascido 4 anos depois e de outra mãe; e a gente deixa todo mundo falar o que quiser, porque nada vai ser mais forte do que 17 anos de distância... E se eles não conseguiram destruir o amor que a gente sempre teve um pelo outro, mesmo sem saber, nada mais vai conseguir...
Ah, esses aí foram "os culpados":



=> "contam nossa história, de tristezas e glórias,
o poema mais bonito que eu já li..."

(Tudo pra você - Sandy & Júnior)

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