É como se eu estivesse andando em círculos. Os passos são dados, as decisões são tomadas e no final, eu volto ao mesmo lugar de onde comecei. O medo aparece, afirmando que a culpa foi minha de ter tomado a decisão errada. E o mesmo medo me diz que eu tomei a decisão errada de novo. E eu me questiono, pois pedi tanta orientação antes de realizar uma mudança tão grande e no final, não deu em nada. E dói. Dói, porque não me curo dessa mania de mergulhar de corpo e alma em um amor que aparentemente estará ao meu lado sempre e sempre e que no fim das contas foi outra mega ilusão. Mas o que é preciso fazer pra não se iludir? Como não acreditar em palavras e momentos tão doces, como não acreditar que o sonho virou realidade e fez a realidade virar sonho, como não planejar essa presença tão meiga em todo o meu futuro? E de repente, você vê o objeto alvo do seu amor, da sua vontade de cuidar pra sempre, aquele que um dia você gentilmente consolava em seu colo, aquele que um dia brincava de ser criança com você (pra recuperar o tempo que não tivemos juntos na nossa infância verdadeira), aquele que, junto com você, afirmava uma amizade eterna... De repente, você chega e ouve esse, esse mesmo, falando mal de você atrás de uma porta, interpretando do jeito dele uma história que ele sabe que não foi assim que aconteceu... De repente eu vejo esse mesmo ser se transformar em alguém que eu não conhecia... A onda calma e suave da beira do mar de repente se torna uma cruel, violenta e forte onda que com alguns simples gestos, te afoga. Afoga seu sonho, seus sorrisos, suas expectativas. Tudo.
Junto os cacos de mim, cato-os do chão, como já estou acostumada a fazer e levanto a cabeça, tentando seguir em frente. Não derramo lágrimas, mas não porque não quero. Mas porque em certas ocasiões, elas secam dos meus olhos, simplesmente se esgotam. E leva tempo pra serem novamente feitas.
"Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito:
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas."
(Cecília Meirelles)









fiquei feliz em saber que a sua vinda aqui fez voce ver que realmente somos uma familia que entre erros e acertos,estaremos sempre juntos. tenha certeza amo voces.tudo pode ter mudado todos podem ter crescido, mas continuamos sendo uma familia com um amor imenso e nada vai mudar isso so Deus mudaria mas sei que ele nao faria isso ele e a favor do amor
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